A IA avança rapidamente. Como fazer as organizações acompanharem esse ritmo?

A IA avança rapidamente. Como fazer as organizações acompanharem esse ritmo?

Romulo Cioffi
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O design integral agêntico: um método para transformar organizações digitais em organizações agênticas, no ritmo de evolução dos modelos LLM.


Por Romulo Cioffi, Chief AI and Innovation Officer na Squadra


Em artigo publicado hoje, Cezar Taurion chama atenção para uma contradição importante: os modelos de inteligência artificial evoluem em velocidade extraordinária, enquanto muitas organizações ainda encontram dificuldades para transformar esse potencial em resultados econômicos sustentáveis.

Concordo com essa análise. E gostaria de acrescentar uma perspectiva: para superar essa distância, não basta acelerar a adoção de IA. Precisamos de métodos capazes de transformar o próprio funcionamento das organizações.

As empresas vêm incorporando modelos LLM, agentes e ferramentas inteligentes. Entretanto, automatizar atividades isoladas não significa, necessariamente, criar novas capacidades organizacionais.

O verdadeiro desafio é transformar possibilidades tecnológicas em capacidades agênticas integradas, orientadas aos propósitos e resultados do negócio.

É para enfrentar esse desafio que estamos desenvolvendo e aplicando o método design integral agêntico.

O método combina dois movimentos complementares.

Esses movimentos se encontram em uma arquitetura fractal, que conecta a organização agêntica às suas capacidades agênticas, aos turing bots e aos componentes inteligentes que realizam seu funcionamento.

Essa abordagem tem raízes na Teoria Sysware, apresentada por Per-Arne Mannby em 1988, que distingue a estrutura funcional da estrutura física e estabelece o mapeamento entre ambas. No design integral agêntico, esse fundamento ganha uma aplicação voltada às organizações que incorporam inteligência artificial.

O método percorre uma jornada contínua de discovery, design, build, QA e growth: compreender a realidade, conceber a transformação, realizar a solução, verificar seus resultados e promover sua evolução.

O aspecto decisivo está justamente nessa continuidade.

À medida que os modelos LLM evoluem, as organizações precisam ser capazes de atualizar e ampliar suas capacidades agênticas, incorporando novas possibilidades tecnológicas sem depender de iniciativas isoladas ou transformações improvisadas.

Isso também exige a participação dos profissionais, a integração entre conhecimento humano e inteligência artificial e mecanismos de governança concebidos desde o início.

A transformação não consiste simplesmente em fazer as mesmas coisas mais rapidamente. Consiste em conceber novas maneiras de produzir valor.

É essa visão que orienta nossa jornada de transformação agêntica na Squadra e sua aplicação nas organizações de nossos clientes.

A imagem que acompanha este artigo procura representar essa mudança: hoje, os modelos LLM avançam rapidamente, enquanto muitas organizações ficam para trás. O design integral agêntico é nossa proposta de método para reduzir essa distância e criar condições para uma evolução contínua.

Cezar Taurion tem razão ao destacar que a evolução da tecnologia, por si só, não garante a transformação das empresas.

Nossa contribuição é acrescentar uma resposta à pergunta que esse diagnóstico provoca:

Como fazer as organizações evoluírem no ritmo dos modelos LLM?

Acreditamos que a resposta passa por um método capaz de integrar propósito, arquitetura, tecnologia, pessoas e evolução contínua.

Essa é a proposta do design integral agêntico.


Leia também, em inglês, no LinkedIn.


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