A modernização de sistemas legados é um dos desafios mais persistentes e complexos nas corporações globais. Frequentemente, as empresas se veem presas a softwares com códigos antigos, tecnologias obsoletas e uma ausência total de documentação, o que cria uma barreira crítica para a inovação e a escalabilidade.
Estima-se que 70% dos sistemas em operação nas empresas da Fortune 500 sejam legados com mais de 20 anos, e que 80% do orçamento de TI seja consumido apenas para mantê-los funcionando.
A inteligência artificial generativa está mudando a equação na modernização de legados, permitindo que empresas transformem esse gargalo operacional e financeiro em um alicerce para a inovação estratégica.
O que define um sistema como legado? ↩
Sistemas legados são, por definição, soluções que já não acompanham as demandas atuais do negócio, mas que ainda sustentam operações críticas. Não é necessariamente um conceito conectado apenas ao tempo de existência, mas sim à incapacidade de adaptação às mudanças inevitáveis do cenário corporativo.
Os principais sintomas de um sistema legado incluem:
- Complexidade acumulada: anos de "remendos" técnicos sem uma visão arquitetural clara, com modelos de dados desestruturados e regras de negócio desalinhadas com as demandas atuais da empresa;
- Conhecimento perdido: a saída de pessoal técnico que detinha o domínio das regras de negócio, muitas vezes não documentadas;
- Tecnologias obsoletas: softwares que rodam em linguagens antigas, não se integram nativamente com ecossistemas modernos de nuvem e IA e não acompanham as demandas do negócio;
- Barreira à Inovação: a dificuldade de escalar novas funcionalidades devido à fragilidade e arquitetura do código antigo;
- Usabilidade não focada no usuário: a interface não considera as abordagens mais modernas de design thinking, com foco no usuário e atenção a necessidades diversas, torna o sistema legado difícil de ser manuseado.
Para uma empresa que busca inovar e crescer, ter um sistema eficiente, escalável, adaptável e seguro é primordial, e o legado acaba sendo um limitador dessa evolução.
A IA como aceleradora da modernização de legados ↩
A inteligência artificial tem se mostrado um divisor de águas quando se trata de sistemas legados. Aqui na SQUADRA, a modernização sempre foi conduzida, por mais de três décadas, com abordagens tradicionais de transformação digital, arquitetura de solução e estratégia, processo que nos rendeu vários cases de sucesso. Agora, com o Genius, nossa plataforma multidisciplinar impulsionada por IA, essa modernização tem se tornado muito mais eficiente e segura.
Um dos propósitos do Genius é exatamente transformar sistemas legados em ativos estratégicos para o negócio. Segundo Rômulo Cioffi, Chief AI and Innovation Officer da SQUADRA:
A IA tem nos permitido fazer a modernização de forma muito mais segura, rápida e econômica. O Genius é como um copiloto, que entende o sistema legado e projeta um novo futuro a partir dele.
Para transformar o legado em base para o novo, o Genius utiliza agentes inteligentes que entendem códigos, dependências e contextos complexos para projetar um futuro digital escalável. Diferente de abordagens que colocam a IA como um fim em si mesma, o Genius a utiliza como uma potencializadora para alcançar resultados de produtividade, segurança e escalabilidade.
A aplicação da IA através do Genius cobre todo o pipeline do processo de modernização, gerando ganhos tangíveis em relação às abordagens tradicionais:

Além de trazer ganhos de hiperprodutividade e entregar um sistema pronto para ser utilizado em muito menos tempo, a inteligência artificial é capaz de aprender com o contexto das regras de negócio, o que reduz drasticamente a dependência e o tempo dedicado das áreas de negócio das empresas.
Jack, o agente por trás da modernização de legados by Genius ↩
Um dos pilares do Genius é o agente especializado Jack, um turing bot, criado pela Squadra, que atua como um orquestrador de IA para dar escala e velocidade na geração de código. O Jack não se trata apenas um gerador de código, ele opera em uma arquitetura robusta baseada em três pilares:
- Fundação (LLM): utiliza capacidades linguísticas generativas de modelos de ponta (como OpenAI, Anthropic, Meta e Google) e dados treinados para entender a sintaxe do código e as regras de negócio;
- Coração (RAG, Retrieval-Augmented Generation): uma base de conhecimento viva e de longo prazo que garante que as respostas sejam baseadas em fatos e documentos reais da empresa, não em achismos;
- Operação (rede de agentes): atua como um time de especialistas virtuais (desenvolvedor, arquiteto e líder técnico) para garantir que cada decisão da IA seja auditável e precisa.
O Jack é o executor incansável que analisa, automatiza e valida a transformação do plano em código funcional, mas toda a jornada de modernização é mediada por pessoas, além de ser segura, auditável e de alta precisão.
- Segura porque somente os dados necessários para interpretar as regras de negócio e o código são compartilhados;
- Auditável porque é possível rastrear e revisar cada decisão da IA;
- De alta precisão porque as respostas são baseadas em fatos e documentos reais da empresa.
Estudo de caso: modernizando a logística ferroviária nacional ↩
Uma das maiores operadoras de logística e ferrovias do Brasil possuía um sistema de missão crítica para a otimização de modais ferroviários e marítimos de altíssimo tráfego, que não estava mais acompanhando as demandas do negócio. O desafio era:
- Mais de 400 mil linhas de código em C++;
- Ausência de documentação de suporte;
- Sistema com mais de uma década de vida sem pessoal técnico com conhecimento profundo do legado disponível.
A modernização do legado se tornou imperativa para eliminar os riscos e construir uma nova base tecnológica sólida para a escalabilidade. Iniciando na modernização tecnológica, em que se mantém as características funcionais do sistema, a execução se dividiu em quatro etapas principais:
- Discovery: uso de LLMs para análise estática e clustering por domínio para identificar pontos de complexidade e extrair regras de negócio escondidas nas 400 mil linhas de código em C++;
- Design e pipeline de modernização: criação de uma nova arquitetura moderna, com sistema dividido em módulos para migração gradual;
- Build: o Jack auxiliou o time de desenvolvimento na conversão segura do legado em C++ para tecnologias modernas como C# e React;
- QA comparativo: cenários idênticos foram configurados em ambos os sistemas, legado e modernizado, para comparar lado a lado horários, trajetórias e composições ferroviárias, sendo que qualquer divergência era classificada e corrigida iterativamente até que os diagramas convergissem perfeitamente;
- Deploy: cada módulo está sendo implementado em operação híbrida com o legado, permitindo a migração gradual à medida que vamos avançando na evolução funcional do sistema como um todo.
O processo de modernização de legados através do Genius permitiu que a operadora construísse uma base tecnológica sólida e escalável, eliminando riscos e preparando o negócio para evoluções funcionais contínuas a partir de 2026. Para além disso, o uso do Genius desbloqueou quatro benefícios fundamentais:
- Hiperprodutividade e eficiência operacional: automatização de tarefas repetitivas e uso inteligente de recursos, reduzindo drasticamente o tempo dedicado pelas áreas de negócio e o tempo até a implementação do sistema modernizado;
- Maior acurácia em decisões: a precisão aprimorada nos processos e a rastreabilidade das decisões da IA elevam a qualidade final do software;
- Inovação e vantagem competitiva: transformação de um legado em um ativo estratégico, gerando novas capacidades de negócio;
- Transformação digital escalável: integração tecnológica real aos processos de negócio, permitindo uma adaptação rápida ao mercado.
A modernização de legados com IA não é apenas sobre modernizar, é sobre recuperar a capacidade de inovar. Com o Genius, o que antes era um gargalo, torna-se o alicerce para o crescimento sustentável, de forma rápida, segura e escalável.
Se a sua empresa ainda opera sistemas que travam o seu crescimento, é hora de se perguntar: quanto custa não modernizar? Sua empresa está pronta para transformar o passado em valor de futuro? Conheça o Genius ou fale com um de nossos especialistas.