Rômulo Cioffi, CIOO and CAIO na SQUADRA

Rômulo Cioffi, CIOO and CAIO na SQUADRA, traz provocações sobre IA na InforChannel

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Mais que uma troca de presentes, o Amigo Secreto da InforChannel é hoje um espaço de integração e reflexão sobre os grandes desafios tecnológicos e econômicos que moldam o futuro das empresas.

Fonte: InforChannel pt-br | InforChannel LATAM


A tradicional iniciativa Amigo Secreto da InforChannel volta a movimentar o setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Com o passar dos anos, mais do que uma celebração, a ação tornou-se um fórum privilegiado e estratégico para líderes e especialistas discutirem os principais desafios e tendências que moldarão o futuro da indústria e seus modelos de negócio.

Com 190 empresas participantes, a edição de 2025 do Amigo Secreto de InforChannel traz uma amplitude de temas questionados e até pontos de inflexão, entre eles, computação em nuvem e de borda, segurança cibernética, mão de obra, tributos, incluindo a reforma tributária, sustentabilidade; os rumos do setor e os desafios globais previstos para 2026.

Os questionamentos aqui reunidos desafiam e afetam as empresas de TIC, colaborando tanto no cotidiano, quanto nos planejamentos e planos de ação. Esta abordagem permite que os líderes de TIC obtenham uma visão abrangente e se posicionem de maneira eficaz frente a um cenário em transformação contínua.

Números e investimentos

Os números reforçam a importância desses debates.

Segundo estudo da Brasscom e da IDC, os investimentos em nuvem no Brasil devem crescer 15% ao ano até 2028, somando R$331,9 bilhões. Além disso, o Gartner prevê que o país viverá um pico de investimentos em Nuvem até 2026, com mais de 30 centros de dados em construção. Isso mostra que a nuvem não é apenas tendência, mas infraestrutura crítica para a competitividade.

A segurança digital é outro eixo central. Relatório da Brasscom projeta R$104,6 bilhões em investimentos em cibersegurança entre 2025 e 2028. O Brasil já é um dos principais alvos globais de ataques, com mais de 60 bilhões de tentativas registradas em 2023. Portanto, as questões aqui levantadas sobre ajustes em SaaS e segurança cibernética diante da conjuntura global ganham relevância. Especialistas apontam que a segurança cibernética deve ganhar ainda mais centralidade, com investimentos robustos em proteção de dados e infraestrutura crítica.

Já o modelo SaaS, que se consolidou como padrão de entrega de software, pode passar por ajustes. Esse mercado no Brasil deve crescer 20% ao ano, mas ainda apenas 5% das PMEs utilizam soluções SaaS. Isso revela um enorme espaço de expansão, especialmente em um cenário em que mudanças regulatórias e macroeconômicas tendem a redefinir prioridades em soberania digital e compliance.

Outro ponto de destaque é a inclusão digital. Dados do IBGE mostram que em apenas dois anos o Brasil conectou 6,1 milhões de novos usuários à internet, alcançando, em 2024, 89,1% da população com 10 anos ou mais. As regiões Norte e Nordeste lideraram a expansão, reduzindo desigualdades históricas. Ainda assim, cerca de 22 milhões de brasileiros permanecem excluídos digitais, o que torna o tema urgente para políticas públicas e iniciativas privadas.

Relevância para o negócio

Esta iniciativa de InforChannel consolida-se como espaço único de integração, informações, dados e reflexão sobre os rumos do setor, reunindo a nata do ecossistema de TIC. Ao final, reafirma sua importância como um momento de aprendizado coletivo, construção de perspectivas e valorização do papel estratégico da tecnologia, assim como do mercado, com novas demandas regulatórias e mudanças no perfil da força de trabalho.

Vale destacar o papel dos integradores de tecnologia. A discussão gira em torno de como essas empresas podem se reposicionar como provedores de soluções completas, e não apenas como fornecedores de produtos. A ideia é que o setor avance para modelos de maior valor agregado, capazes de atender às necessidades complexas de clientes que buscam eficiência, inovação e segurança em suas operações digitais.

As propostas apresentadas para inclusão digital, que também ocupa espaço relevante, é pensar em soluções que combinem políticas públicas, inovação tecnológica e parcerias privadas para reduzir desigualdades e garantir que os benefícios da transformação digital cheguem a todos.

O Amigo Secreto de InforChannel, além de ser uma ação lúdica, oferece a oportunidade de trocar informações relevantes, compartilhar experiências e refletir sobre os rumos do setor.


Pergunta (Vitor Genaro): No futuro, quem terá vantagem competitiva: quem domina tecnologia ou quem entende melhor os dados? Por quê?

Vitor Genaro, diretor de soluções da Ábaco Consulting

Resposta (Romulo Cioffi): Estamos vivendo a era da IA generativa, onde a tecnologia está cada vez mais democratizada, ou seja, qualquer empresa pode acessar as mesmas ferramentas. Mas tecnologia sem inteligência de dados é como ter um carro potente sem saber para onde ir. Tecnologias como IA são poderosas, mas sem dados de qualidade, criam soluções genéricas. Quem domina dados consegue usar a tecnologia para resolver problemas reais com soluções personalizadas. É sobre entregar resultado para os negócios, não só tecnologia. Na nova era da IA, o poder não está em quem tem a ferramenta mais avançada, mas em quem consegue extrair insights únicos e transformá-los em decisões estratégicas. E, para isso, dominar dados é essencial.

Romulo Cioffi, diretor de IA e CIOO da Squadra


Pergunta (Romulo Cioffi): Se a IA já está aí, por que tantas empresas ainda têm dificuldade em capturar valor real dela?

Romulo Cioffi, diretor de IA e CIOO da Squadra

Resposta (Juan Alejandro Aguirre): Essa dificuldade nasce da falta de alinhamento da inteligência artificial às necessidades humanas e a não priorização da confiança, do uso ético da IA e da preparação da força de trabalho. Isso pode ser evitado com o uso da IA para entender que produtos devem ser desenvolvidos e em quais segmentos vender. Deixa de explorar plenamente a IA quem avança para esse modelo sem contar com Governança de Dados e de cybersecurity. Por outro lado, o modelo ganha força quando a IA é usada para identificar quais ataques podem surgir e quais medidas tomar para evitar a materialização dos riscos. Plataformas de IA não só melhoram as capacidades de detecção e resposta a ameaças, mas habilitam a organização a ser preditiva e resiliente. O alinhamento ao modelo ZTNA é outro fator que traz ainda mais valor real à empresa usuária da IA.

Juan Alejandro Aguirre, diretor de engenharia de soluções da SonicWall AL


Fonte: InforChannel pt-br | InforChannel LATAM


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